YouTube reviu manualmente um milhão de vídeos suspeitos de terrorismo. Mas não chega

Nos primeiros meses do ano, cerca de 90 mil vídeos violaram as políticas de utilização da plataforma digital.

Segundo a agência Reuters, a Google reviu manualmente mais de um milhão de vídeos suspeitos de conter material terrorista. Esse número é especialmente alarmante quando 9% dos vídeos, ou seja, quase 90 mil revisões violaram mesmo as políticas da plataforma sobre a divulgação de terrorismo, tendo sido prontamente removidos.

Segundo o porta-voz da Google, num painel à Casa dos Representantes dos Estados Unidos, a empresa gasta centenas de milhões de dólares anualmente na revisão manual de conteúdos da plataforma de vídeos. A gigante tecnológica partilhou ainda que emprega mais de 10 mil pessoas a trabalhar na revisão manual.

As entidades governamentais têm pedido às principais tecnológicas, como o Facebook, Twitter e Microsoft para revelarem os orçamentos investidos nas medidas antiterroristas, mas ao que parece, a resposta da Google exemplifica as respostas dos seus pares.

O massacre da Nova Zelândia criou maior pressão à monitorização das plataformas sociais, levando mesmo a alguns governos a criar legislação para responsabilizar as redes sociais da remoção dos conteúdos violentos, como foi o caso da Austrália. E também a União Europeia está a preparar leis para obrigar os conteúdos ligados ao terrorismo de serem removidos até uma hora após notificação, e a criarem mais mecanismos para evitar a propagação do terror online.

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Fonte: SAPO Tek

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