Xiaomi regista recorde de lucros com os seus smartphones em 2018

A 4.ª maior fabricante mundial de smartphones, a Xiaomi, fechou o ano de 2018 com chave de ouro. A tecnológica publicou recentemente o seu relatório fiscal que abrange todo o ano passado. Aí, vemos a confirmação de um novo recorde de lucros, bem como novos valores para a venda de smartphones Android.

O trimestre mais forte foi o quarto e último, período em que as receitas registadas mais do que triplicaram.

Antes de mais nada, no trimestre em questão, o 4.º de 2018, a empresa totalizou 275,59 milhões de dólares ou 242,8 milhões de euros em lucros. Assim, mais do que triplicando as quantias auferidas durante o período homólogo de 2017, graças a um forte aumento nas vendas de dispositivos móveis e smartphones Android.

A Xiaomi triplicou os lucros no 4.º trimestre de 2018

Já de acordo com o WallStreetJournal as recentes apostas da tecnológica chinesa, bem como o seu esforço de expansão para novos mercados tem surtido ótimos efeitos. Aliás, de acordo com o relato da Reuters, os lucros da Xiaomi superaram até as previsões de 10 analistas de mercado. Nunca antes se falou tanto neste empresa.

Aliás, se colocarmos os resultados da Xiaomi em contexto, vemos que esta empresa rumou contra a maré durante todo o ano de 2018. Período durante o qual o mercado natal caiu, a China, não tendo afetado a prestação da tecnológica liderada por Lei Jun. Um feito por si só digno de nota e ótimo augúrio para 2019.

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Este é o rosto do executivo que comanda o destino da marca. Responsável pela aposta em diversas marcas como a Redmi ou a Black Shark, cada uma com um nicho específico de mercado. Além disso, os smartphones Android da própria Xiaomi são cada vez mais respeitados e procurados.

A aposta da Xiaomi passa cada vez mais pela Índia e Europa

Nesse sentido, aponta o diretor financeiro da Xiaomi que 40% das vendas de smartphones foram provenientes de fora da China. Além disso, as receitas durante o trimestre subiram 27% face ao maior volume de smartphones Android vendidos, bem como outros dispositivos móveis. Assim superando as estimativas.

Entretanto, ciente da desaceleração do seu mercado natal, a aposta nos mercados estrangeiros é uma prioridade absoluta. Algo que se tornou óbvio com a apresentação da marca durante o MWC19, trazendo os seus topos de gama para a Europa. A saber, o Xiaomi Mi 9, bem como o Xiaomi Mi MIX 3 5G.

Continuaremos a explorar os mercados globais e a replicar o sucesso obtido na Índia noutros pontos do globo. A Indonésia, bem como a Europa ocidental são as prioridades. Além disso, em 2019 chegaremos também a novos mercados – Shou Zi Chew

A Xiaomi vai subir os preços aos seus smartphones Android

Indo ao encontro das declarações de Lei Jun, já aqui demos a conhecer as razões para tal. Acima de tudo, a Xiaomi poderá assim concentrar-se no segmento premium onde, inegavelmente, se concentram as maiores margens lucro. Assim, continuando a aumentar as receitas para poder, também, investir na investigação.

A Xiaomi vai subir os preços aos seus smartphones, mas há uma boa razão para tal!

Em fevereiro, com o lançamento do Xiaomi Mi 9 e o Mi Mix 3 5G a preços extremamente competitivos, a marca terá chegado à conclusão de que tem de subir um pouco os valores praticados. Sobretudo neste segmento de topo para, nos mercados ocidentais, não serem associados a “marca branca” ou fraca qualidade.

Tendo em conta o seu relatório oficial, cumpre salientar ainda a importância dos seus smartphones Android na balança fiscal. Assim, este departamento foi responsável por 65,1% de todas as receitas auferidas durante os últimos três meses de 2018. O departamento de hardware contribuiu com 25,1%, ao passo que os serviços de Internet contribuíram com 9,1%.

Outras prioridades para 2019

A Xiaomi aproveitou ainda o seu relatório fiscal para delinear novas prioridades para 2019. Com o intuito de desenvolver novas e promissoras soluções, a tecnológica prometeu apostar mais no departamento de pesquisa e desenvolvimento (R&D). Uma aposta que passará também pelo desenvolvimento de novos algoritmos de inteligência artificial, num objetivo a 5 anos.

Por fim, caso queira inteirar-se do relatório na íntegra, poderá aceder ao mesmo, aqui.

Em 2018 a China caiu, a Huawei cresceu e a Apple chocou com a realidade

Rui Bacelar

Desenvolveu desde cedo o gosto pela escrita e comunicação. Em leis formado, tem como hobbies a aquariofilia e a música. Mas é na tecnologia que encontrou o seu expoente máximo e no Pplware a plataforma ideal para a redação e produção de vídeo.
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