Se tentar procurar pela Palestina no Google Maps vai ficar desiludido

O Google está a ser alvo de fortes críticas internacionais por supostamente ter “apagado” a Palestina da sua plataforma de mapas.

Experimente encontrar a Palestina no Google Maps. Dificilmente conseguirá. E porquê? Porque, segundo o Fórum de Jornalistas Palestinianos, uma organização com sede em Gaza, a Google decidiu eliminá-la do seu serviço de mapas. O que conseguimos ver é uma mera linha tracejada que contorna a área que é considerada o território palestiniano. No entanto, esta zona não está identificada como “Palestina” e aparece como uma “terra de ninguém”.

Quando se procura por Palestina no Google Maps, o motor de pesquisa identifica a região como “um Estado parcialmente reconhecido localizado no Levante e que é membro observador da Organização das Nações Unidas”.

A alegada remoção da identificação do território da Palestina aconteceu no dia 25 de julho e provocou já uma onda de protestos por todo o universo online, com exigências para a recolocação deste Estado no mapa, com a etiqueta #PalestineIsHere.

A associação de jornalistas acusa o Google de tentar alterar a História e de se juntar às forças que querem negar ao povo palestiniano o seu território por direito.

Mas o Washington Post diz que estas acusações são infundadas, porque a Google não removeu o nome da Palestina dos seus mapas. O que acontece é que esta identificação nunca existiu.

O jornal norte-americano explica que esta vaga de protestos começou com uma petição lançada há cerca de cinco meses para o Google incluir a Palestina nos seus mapas. Mas apesar das mais de 250 mil assinaturas já conseguidas, a Google ainda não fez quaisquer alterações aos mapas da região em causa.

No entanto, o Washington Post admite que, por vezes, as empresas tecnológicas, quando tentam mapear digitalmente o mundo real, tendem a influenciar a forma como nós o vemos. Se isto é ou não intencional, é uma outra discussão.  

O Diário de Notícias diz que o Google Maps reconhece a Palestina desde 2013, altura em que mudou a designação de “territórios palestinianos” para “Palestina”.

A Google ainda não emitiu qualquer resposta às acusações do Fórum de Jornalistas Palestinianos, mas os protestos devem continuar de vento em popa.

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