Proteja-se! Novo malware para Android ameaça atacar-lhe a carteira

A ameaça foi descoberta pela CheckPoint numa aplicação móvel que, por esta altura, já foi retirada da Play Store. Uma vez instalada a app num equipamento, o Charger bloqueia o aparelho e exige o pagamento de 0,2 Bitcoins.

A Check Point anunciou esta segunda-feira a descoberta de uma nova ameaça móvel desenvolvida para afetar smartphones Android.

Em comunicado, a empresa de cibersegurança israelita diz que se trata de um ransomware de dia zero encontrado na aplicação EnergyRescue que “ataca diretamente a carteira dos utilizadores”.

Uma vez instalada no equipamento, a ameaça – que se denomina por Charger – rouba os seus contactos, mensagens e solicita permissões de administrador para manipular os sistemas. Se o utilizador as conceder, o ransomware bloqueia o dispositivo e mostra uma mensagem de bloqueio a exigir um pagamento, sob a pena de comercializar a informação roubada, no mercado negro.

“Você tem que nos pagar, caso contrário iremos vender a sua informação pessoal no mercado negro a cada 30 minutos. Garantimos 100% que todos os seus ficheiros serão restaurados depois de recebermos o pagamento, desbloquearemos o dispositivo móvel e eliminaremos todos os seus dados do nosso servidor! Desligar o seu telefone não servirá de nada, todos os seus dados estão armazenados nos nossos servidores! Podemos ainda vendê-los para spam, falsificar a sua identidade, cometer crimes bancários, etc. Recolhemos e descarregamos todos os seus dados pessoais. Temos toda a informação sobre as suas redes sociais, contas bancárias e cartões de crédito. Recolhemos todos os dados sobre os seus amigos e familiares”.

Neste caso, o pedido de resgate chega às 0,2 Bitcoins (cerca de 187 euros), um novo máximo registado no segmento. A Check Point refere porém que, até ao momento, não foram detetados quaisquer pagamentos efetuados.

Para proteger os seus aparelhos, a tecnológica israelita aconselha a utilização de software de prevenção de ameaças móveis numa altura em que o malware móvel tem registado um crescimento acentuado.

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