PHC quer perspetivar os próximos 30 anos. Inovação de processos e internacionalização fazem parte do caminho

O espírito de startup que esteve na génese da PHC ainda faz parte da empresa, mesmo mais de 30 anos depois da sua criação. Rogério Canhoto tem agora a missão de continuar a desenvolver a inovação.

PHC quer perspetivar os próximos 30 anos. Inovação de processos e internacionalização fazem parte do caminho
© Gonçalo Barriga

A PHC já tem mais de 30 anos no mercado português e a empresa de software de gestão é conhecida pela história de crescimento, mas também pela forma como conseguiu inovar, transformando os produtos e o modelo de negócio. Agora, Ricardo Parreira, CEO e fundador da PHC, delegou em Rogério Canhoto a missão de perspetivar os próximos 30 anos.

A criação da dimensão de CBO – Chief Business Office – é um dos reptos que o gestor assumiu, dando continuidade a uma ligação que já existia com a PHC. “Já era advisor do board há 6 anos e o Ricardo lançou o desafio para perspetivar os próximos 30 anos, na componente do negócio nacional e internacional, abrangendo as áreas comerciais, suporte e formação, marketing e comunicação e inovação de produto, ms também processos de gestão e relação com parceiros”, explicou Rogério Canhoto em entrevista ao SAPO TEK.

A abrangência é grande mas o gestor já está a avançar a passos largos numa estratégia que acredita ser vencedora. “Queremos que os nossos gestores façam mais e melhores negócios – quer os clientes que compram software e utilizam, quer os nossos parceiros, uma rede que leva o nosso produto ao mercado”, justifica.

Com presença em 25 países, e 5 escritórios, o reforço significativo da internacionalização é também um dos objetivos claros da PHC, o que passa pela reorganização da eficácia e entrega, e a adaptação do produto à realidade de cada mercado.

“Queremos consolidar um triângulo mágico: ter uma ótima fábrica de software, um mercado muito competitivo em Portugal que sirva para teste, e mercados emergentes para replicar”, sublinha Rogério Canhoto.

Portugal competitivo mas com novas oportunidades

O mercado português tem empresas sofisticadas e dinâmicas mas já tem um nível de competitividade elevado. “É um mercado com 30 anos de história no software de gestão, com muitos players e níveis de maturidade elevado […] as taxas de crescimento existem mas são reduzidas”, adianta o CBO da PHC que defende que o potencial está nos mercados internacionais, onde a PHC pode fazer a diferença.

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Para Portugal as oportunidades centram-se mais nas possibilidades de transformação digital, com as novas tendências do IoT, Inteligência Artificial e Realidade Aumentada. São temáticas que a PHC está a desenvolver, trabalhando também nas empresas que nascem no DNA digital, com uma nova geração de empresários que procuram apoio para a gestão das suas empresas e alguém que os acompanhe.

Questionado pelo SAPO TEK sobre os riscos do mercado de países africanos, Rogério Canhoto sublinha que a aposta da PHC já tem mais de 20 anos, sobretudo em Moçambique. “Este é um negócio de confiança e temos de garantir que temos software que não falha e que responde a tudo que os gestores precisam e às obrigações que têm”, afirma. “Estamos a crescer em Moçambique e prende-se com isso, sentir que estamos lá e independentemente das crises económicas e dificuldades financeiras, e isso reforça confiança”, sublinha.

Espanha, apesar de próximo, é um mercado difícil, muito específico e com muita competitividade, tal como o Brasil, apesar da proximidade da língua. O crescimento vai fazer-se mais na América Latina, onde o Perú é uma base importante, com crescimentos próximos dos 50%.

Mais do que tecnologia

Repensar o produto, criar cenários de evolução para cada um dos sectores, pensar fora da caixa e deitar a caixa fora para fazer uma inovação mais transversal, faz parte da lógica que está a ser aplicada na PHC, respondendo a desafios de um mundo VUCA – volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade.

“Há 30 anos atrás as ferramentas de gestão que existiam eram muito arcaicas e o nível de maturidade e capacidade de gestão que temos agora é extraordinário”, admite Rogério Canhoto.

Porém, na evolução, nem tudo é tecnologia de software. “O 5G, o processamento preditivo e IOT permitem fazer a gestão de coisas que hoje são seres inanimados, amorfo, para a gestão de um ERP, mas também a Inteligência Artificial, não na versão bacoca de que vão desaparecer empregos mas pelo seu potencial enorme de automatizar e sistematizar operações”, detalha.

Um novo mindset das equipas centra também os desafios, até porque a mudança para o software as a service já tem mais de 20 anos e leva o seu tempo a vingar, e os gestores têm necessidade de tomada de decisão rápida e apoio à gestão, com notificações para que possam atuar de imediato.

“A área da inteligência colaborativa, com trabalho remoto, competências dispersas, vai ser um desafio interessante para fazermos um software ainda mais espetacular”, garante o gestor.

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Fonte: SAPO Tek

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