Oracle à espera de “ano razoável” apesar das condições do mercado português

Seria difícil conseguir o mesmo feito duas vezes seguidas, depois de 2016 ter sido “o melhor ano de sempre”, mas a Oracle mantem o otimismo e prevê resultados financeiros “razoáveis” para o exercício fiscal que está prestes a encerrar.

As condições económicas do mercado português ainda não são as melhores, mas apesar de tudo a Oracle prevê anunciar resultados positivos a partir de 31 de maio próximo, data em que termina mais um exercício fiscal.

Não tão positivos como os conseguidos anteriormente, é verdade, mas “vamos fechar um ano razoável”, referiu Hugo Abreu, country manager da Oracle Portugal ao Tek, à margem do evento que a empresa promoveu esta quarta-feira em Lisboa, em redor das suas mais recentes novidades e tendências de negócio.

“Não temos nem algo muito positivo nem muito negativo a assinala. Temos de nos habituar que este é o ‘novo normal’”, considera o responsável. Hugo Abreu acha que o fenómeno a que se tem assistido de as empresas serem assimiladas por entidades estrangeiras, “a médio/longo prazo vai acabar por ter impacto”. Diz não prever que as coisas fiquem muito melhores daquilo que estão agora no mercado português, “mas também não prevejo que fiquem piores”, sublinhou. “É aceitar este ‘novo normal’”, insistiu.

Também é verdade que neste “novo normal”, a Oracle vai fazendo negócio em Portugal e está satisfeita com os resultados obtidos, até porque consegue novos clientes todos os anos. “Conseguimos novos clientes por variadíssimas razões – a principal é porque ganhamos à concorrência” Hugo Abreu aponta também as empresas recentes ou empresas que investem numa nova área e veem na Oracle o tipo de oferta mais adequado.

“Não posso dizer que é número muito significativo, mas todos os anos conseguimos ganhar novos clientes. Isso faz um pouco parte das regras do negócio”. E têm conseguido manter os clientes que vão tendo? “A taxa de novos clientes é superior à taxa de perda de clientes”, garante o responsável. “Desse ponto de vista temos um saldo positivo”.

A nuvem no meio de tudo

Neste momento a cloud representa cerca de 10% do negócio total da Oracle a nível mundial, um valor que, mais ponto percentual menos ponto percentual, se reflete em cada um dos mercados onde a empresa marca presença. “No negócio em Portugal também estamos a aproximar-nos desses valores”, referiu Hugo Abreu.

De qualquer modo, prevê-se que a cloud cresça acentuadamente nos próximos anos, com a cada vez mais “intrusão” da “nuvem” em diferentes áreas e tecnologias, levando a representatividade em termos financeiros a crescer também.

A transformação digital por que muitas empresas passam é um dos processos onde a cloud representa um papel importante, e uma tendência fortemente assente em Portugal.

“As ideias dos clientes é que têm acabado por dinamizar todo o nosso negócio de cloud. Hoje praticamente não há nenhum sector de atividade que não esteja a adotar soluções cloud. Mesmo no sector público”, sublinhou Hugo Abreu.

“A verdade é que não existe uma obrigatoriedade teórica de se caminhar para a cloud, mas na prática, todas as empresas que estão a ser criadas, startups que trazem negócios inovadores, por eficiência optam por nascer na cloud”, referiu por sua vez João Borrego, diretor de pré-venda da Oracle Portugal.

Independentemente da sua dimensão, “os grandes clientes também sentem essa necessidade de adaptação rápida à mudança e por isso eles próprios estão a criar áreas paralelas de inovação que não precisam de data centres nem sistemas on premise porque são criadas na cloud”.

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