Já conhecemos a superfície da Terra. Agora os cientistas querem um mapa do interior em 3D

A informação dos satélites e de sistemas sísmicos está a ser usada por cientistas para modelar o interior da terra em imagens tridimensionais.

RELEASE DATE: OCTOBER 9, 2007 Credit: NASA/Goddard Space Flight Center/Reto Stöckli Caption: A day’s clouds. The shape and texture of the land. The living ocean. City lights as a beacon of human presence across the globe. This amazingly beautiful view of Earth from space is a fusion of science and art, a showcase for the remote-sensing technology that makes such views possible, and a testament to the passion and creativity of the scientists who devote their careers to understanding how land, ocean, and atmosphere—even life itself—interact to generate Earth’s unique (as far as we know!) life-sustaining environment. Drawing on data from multiple satellite missions (not all collected at the same time), a team of NASA scientists and graphic artists created layers of global data for everything from the land surface, to polar sea ice, to the light reflected by the chlorophyll in the billions of microscopic plants that grow in the ocean. They wrapped these layers around a globe, set it against a black background, and simulated the hazy edge of the Earth’s atmosphere (the limb) that appears in astronaut photography of the Earth. The land surface layer is based on photo-like surface reflectance observations (reflected sunlight) measured by the Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer (MODIS) on NASA’s Terra satellite in July 2004. The sea ice layer near the poles comes from Terra MODIS observations of daytime sea ice observed between August 28 and September 6, 2001. The ocean layer is a composite. In shallow water areas, the layer shows surface reflectances observed by Terra MODIS in July 2004. In the open ocean, the photo-like layer is overlaid with observations of the average ocean chlorophyll content for 2004. NASA’s Aqua MODIS collected the chlorophyll data. The cloud layer shows a single-day snapshot of clouds observed by Terra MODIS across the planet on July 29, 2001. City lights on Earth’s night side are visualized from data collected by the Defense Meteorological Satellite Program mission between 1994–1995. The topography layer is based on radar data collected by the Space Shuttle Endeavour during an 11-day mission in February of 2000. Topography over Antarctica comes from the Radarsat Antarctic Mapping Project, version 2. Most of the data layers in this visualization are available as monthly composites as part of NASA’s Blue Marble Next Generation image collection. The images in the collection appear in cylindrical projection (rectangular maps), and they are available at 500-meter resolution. The large images provided above are the full-size versions of these globes. In their hope that these images will inspire people to appreciate the beauty of our home planet and to learn about the Earth system, the developers of these images encourage readers to re-use and re-publish the images freely. NASA images by Reto Stöckli, based on data from NASA and NOAA.

A superfície da Terra está mapeada e é conhecida de forma detalhada, embora também o fundo dos oceanos seja ainda em grande parte desconhecido. Mas também a parte de dentro do planeta é ainda um mistério. Como estão debaixo da crosta terrestre, o manto e núcleo só podem ser estudados com instrumentos de medida indireta.

A Agência Espacial Europeia acredita que um maior conhecimento dos sistemas da “Terra sólida” é essencial para decifrar as ligações entre o que ocorre no interior do planeta e os que estão perto da superfície.

São esses que geram atividade sísmica, como terramotos e erupções vulcânicas, a subida de montanhas e a localização de recursos naturais subterrâneos.

Novos resultados, baseados num paper divulgado pelo Geophysical Journal International e apresentado esta semana no Living Planet Symposium indica que os cientistas estão a usar a dados de satélites, combinado com informação sísmica, térmica e informação de rochas mas também anomalias na gravidade para produzir um modelo tridimensional da Terra, e já há dados para mostrar.

O 3D Earth vai permitir a análise da litosfera, a camada rígida exterior, e o manto que está por baixo, e perceber a ligação entre a estrutura da Terra e os processos dinâmicos no seu interior.

Este é apenas o primeiro passo do 3D Earth e o objetivo é lançar novos modelos em 2020. O projeto involve cientistas de nove institutos e seis países europeus e é financiado pela ESA.

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Fonte: SAPO Tek

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