Huawei e TomTom chegam a acordo para construir alternativa ao Google Maps

O acordo entre a Huawei e a TomTom é um sinal de que a fabricante chinesa continua a apostar “em força” em alternativas aos serviços e aplicações da Google com o reforço da plataforma Huawei Mobile Services.

Huawei e TomTom chegam a acordo para construir alternativa ao Google Maps

Por entre vários capítulos de um conflito com o governo de Donald Trump, a Huawei tem vindo a reforçar a sua plataforma de apps Huawei Mobile Services, uma vez que está impedida de utilizar tecnologia norte-americana em novos smartphones. A fabricante chinesa deu mais um sinal de que continua a apostar “em força” no seu “Plano B” ao chegar a um acordo com a TomTom, a empresa holandesa de sistemas de navegação, para a utilização dos seus mapas e serviços na criação de uma aplicação alternativa ao Google Maps, avança a Reuters.

De acordo com um porta-voz da TomTom, o acordo terá sido realizado há já algum tempo sendo que a empresa optou por não o dar a conhecer ao público imediatamente. Para já, ambas as empresas não avançam com mais detalhes acerca da parceira. Não obstante, o acordo apresenta uma grande importância para o mercado internacional da Huawei, onde diversos utilizadores utilizam frequentemente o Google Maps, apresentando-se como uma forma de contornar o bloqueio imposto pelos Estados Unidos.

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Em maio de 2019, a Huawei foi colocada na lista negra dos Estados Unidos, impedindo qualquer venda de produtos e serviços de empresas norte-americanas à fabricante. O bloqueio tem resultado em impactos significativos na sua atividade, sobretudo em relação ao lançamento de novos smartphones que dependem do sistema operativo Android. Em setembro desse ano, a Huawei anunciou o novo Mate 30, o primeiro smartphone lançado após o bloqueio, com uma versão básica do Android mas sem acesso aos serviços Google Mobile Services.

Embora os Estados Unidos e a China tenham assinado mais recentemente a primeira fase de um acordo de “tréguas comerciais”, o bloqueio imposto à Huawei e às restantes empresas tecnológicas presentes na “lista negra” do governo de Donald Trump ficou fora do mesmo. Segundo Steven Mnuchin, a fabricante chinesa “não faz parte do diálogo económico, mas sim do diálogo de segurança nacional, o qual ainda está a decorrer”. O Secretário do governo norte-americano declara que “estes são assuntos que têm de ser negociados separadamente”.

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No final de 2019, um ano particularmente conturbado para a Huawei, a fabricante revelou que se estava a preparar para um 2020 ainda mais desafiante. Recorde-se que é já a 16 de fevereiro que que termina a suspensão do bloqueio económico, fixando uma data para a aplicação efetiva de novas sanções.

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Fonte: SAPO Tek

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