Há menos tablets à venda, mas “fazem” mais dinheiro

A distribuição de tablets no mercado diminuiu, mas as receitas subiram no último ano.

A distribuição geral de tablets na Europa Ocidental baixou 13,1% no quarto trimestre de 2017, face ao ano anterior, tendo sido colocados 10,6 milhões de unidades à venda, segundo dados da IDC. Apesar do número de vendas ter diminuído, as fabricantes obtiveram mais lucro com os seus modelos, sobretudo os tablets com teclado.

Os tablets sem teclado lideraram a queda da oferta, menos 15,4% no último ano. Já o número de tablets com teclado baixou 2%, mas devido à procura empresarial das versões premium, as receitas cresceram 8,5%. As empresas têm optado por substituir os habituais computadores portáteis por tablets com teclado, e por exemplo, a aceitação do novo iPad Pro ajudou a contribuir para os bons resultados da Apple no último ano, destaca a consultora.

A Apple e a Samsung juntas representam 40% da oferta no mercado empresarial da Europa Ocidental. “O crescimento reflete uma maior preocupação no valor do produto ao invés da quantidade”, segundo Daniel Gonçalves, analista da IDC, justificando o aumento da receita através de menos unidades no mercado.

Do lado do consumidor, as promoções sazonais são suficientes para que o mercado dos tablets cresça em períodos trimestrais, mas anualmente continua a enfraquecer, na ordem dos 15,5%, sobretudo os tablets normais, diminuindo 16,8% no último ano. Neste segmento, também os tablets com teclado sentem o desinteresse do público, diminuindo 7,1%.

No quadro de análise às companhias, a Apple obteve 24,1% do mercado, com uma queda de 1% na comparação anual. A Samsung é listada no segundo lugar, com 19,8% do mercado e perdas de 5,2%. Segue-se a Amazon com 9,1% do mercado e uma quebra de 19,2%, mas com vendas positivas no último trimestre, graças à integração do assistente de voz Alexa.

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