Facebook marca mais de um milhão de crianças como “interessadas” em anúncios sobre álcool e jogos de apostas

Apesar da gigante tecnológica apresentar restrições em relação a certas temáticas na sua política de anúncios, uma investigação do The Guardian e da Danish Broadcasting Corporation revela que estas podem ser contornadas.

Facebook marca mais de um milhão de crianças como “interessadas” em anúncios sobre álcool e jogos de apostas

A investigação do jornal The Guardian, em parceria com a Danish Broadcasting Corporation, revelou que mais de um milhão de crianças à volta do mundo foram marcadas como interessadas em anúncios do Facebook acerca de álcool e de jogos de apostas.

No Facebook os “interesses” em determinados anúncios são gerados por um algoritmo. De acordo com página de apoio da rede social, são usados dados como informações da conta do utilizador e a sua a atividade dentro e fora da plataforma.

A gigante tecnológica apresenta na sua política de anúncios restrições relativamente a certas temáticas. As publicidades sobre de produtos alcoólicos e acerca de jogos de apostas devem cumprir não só as leis dos país onde são apresentadas, sendo que, de modo geral, estes devem ter apenas como alvo o público de maiores de 18 anos.

Contactada pela imprensa internacional a empresa declarou que a rede social não permite anúncios que promovam tanto a venda de álcool ou de apostas a menores de idade. O Facebook indicou também que está “a trabalhar com reguladores para criar guias que ajudem quem trabalha em marketing a chegar ao seu público-alvo de uma maneira mais eficaz”.

No entanto a investigação do The Guardian e da Danish Broadcasting Corporation demonstra que existem formas de contornar as políticas do Facebook. Tomemos o exemplo de uma empresa que crie videojogos móveis com uma mecânica de “loot boxes” (ou caixas de recompensas, em português) que force os jogadores a comprar cada vez mais na promessa de que vai ganhar itens especiais. Esta pode ter crianças “interessadas” em jogos de apostas como alvo das suas publicidades sem ir contra as regras.

As falhas do processo de revisão automática de anúncios são apenas um exemplo de como rede social tem dificuldade em lidar com a presença de crianças na plataforma. Um dos casos mais recentes passou-se em julho deste ano quando uma falha na aplicação Messenger Kids, noticiou a CNET. A vulnerabilidade permitiu que crianças entre os seis e os 12 anos entrassem em grupos de chat que não eram aprovados pelos seus pais.

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Fonte: SAPO Tek

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