Existe mesmo uma “Terra 2.0”. E com temperaturas “amenas”

Já foi confirmada a descoberta de um planeta que pode ser uma “segunda Terra”. A temperatura registada neste astro rochoso permite a existência de água líquida, uma condição essencial à vida como hoje se conhece.

Os rumores confirmam-se e já não restam dúvidas. O Observatório Europeu do Sul (ESO) descobriu efetivamente um planeta que apresenta condições similares às que se encontram hoje na Terra, nomeadamente "climatéricas".

No seu site, o observatório explica que o novo planeta, que já foi batizado de Proxima b, orbita a anã vermelha Proxima Centauri, uma estrela que se encontra a 4,25 anos-luz do nosso sistema solar, ou seja, a cerca de 40,2 biliões de quilómetros. Esta é a estrela mais proxima da Terra, para além do Sol.

O ESO afirma que o novo planeta demora aproximadamente 11 dias a completar a sua viagem orbital em torno da Proxima Centauri, que emite radiações menos intensas que as do nosso Sol. Este facto, aliado à distância a que está da Proxima Centauri, permitem ao Proxima b manter uma temperatura que pode possibilitar a existência de água no estado líquido, um elemento indispensável à vida. O novo planeta está no sítio certo para não ser incinerado pela estrela nem para se transformar num deserto gelado.

Guillem Anglada-Escudé, líder da equipa de cientistas que concretizou a descoberta, afirma que os primeiros indícios da existência deste novo planeta foram encontrados em 2013, mas as provas não eram suficientemente sólidas.

O Proxima b tem uma massa cerca de 1,3 vezes superior à da Terra e dista aproximadamente 7 milhões de quilómetros da sua estrela. Esta distância é quase 20 vezes inferior à que separa a Terra do Sol.

Apesar de o Proxima b se encontrar dentro da designada “zona habitável”, as condições atmosféricas podem ser fortemente afetadas pelas radiações ultravioleta e pelos raios-X emitidos pela Proxima Centauri.

Mesmo assim, a presença de água líquida no planeta é uma forte possibilidade, embora ainda não exista uma certeza quanto a isso. Mas, a existir, a água deverá encontrar-se nas regiões mais expostas à Proxima Centauri ou em algum dos anéis tropicais do planeta. De acordo com os dados recolhidos, os cientistas acreditam que o Proxima b não apresenta estados atmosféricos periódicos que se assemelhem às estações do ano terrestres.

O Proxima b vai continuar a ser alvo de investigações científicas e, de acordo com Anglada-Escudé, o passo seguinte será a procura de indícios de vida neste novo planeta.

Veja aqui o vídeo do anúncio da condirmação da descoberta do Proxima b, na sede do ESO.

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