Estado da Nação das comunicações: Um 5G coxo, com “g” minúsculo, a roda livre do regulador e a falta de estratégia

O debate entre os CEOs dos operadores de comunicações, desta vez sem os CTT, voltou a assistir a um centrar a uma sintonia de acusações ao regulador e às decisões sobre o 5G, mas também à avaliação sobre os preços dos serviços em Portugal.

Estado da Nação das comunicações: Um 5G coxo, com “g” minúsculo, a roda livre do regulador e a falta de estratégia

O debate que tradicionalmente encerra o Congresso das Comunicações, promovido pela APDC, reúne os principais temas que foram abordados ao longo do ano, entre divergências comerciais, posição de mercado e questões da regulação, mas este ano o 5G e as decisões do regulador do mercado estiveram no centro do debate entre Alexandre Fonseca, CEO da Altice, Mário Vaz, CEO da Vodafone e Miguel Almeida, CEO da NOS. Mas a sintonia que já se tinha sentido no ano passado, e em painéis anteriores dos CTOs e da regulação, voltou a registar-se, com um ataque frontal à ANACOM, em especial ao seu presidente.

“Estamos perante hoje um sector que tem alguém à frente de um regulador que está de mal com a vida e não gosta do sector”, afirmou Alexandre Fonseca, CEO da Altice, referindo que “a única coisa que fez até agora foi comprar uma guerra com o sector” e até com o Governo. “O problema não é a ANACOM e os seus colaboradores. É do responsável”, particulariza, alertando que não é possível que um sector que tem um peso tão relevante no PIB e no desenvolvimento da economia ter um responsável que passa o tempo a puxar o sector para trás.

Miguel Almeida e Mário Vaz não foram tão incisivos, mas puxaram da literatura e de exemplos dos últimos relatórios da ANACOM para mostrarem a sua discordância com a avaliação do mercado e com a subida de preços dos serviços.

Calendário é uma questão menor

Depois da intervenção do Secretários de Estado das Comunicações, o debate começou pela questão do calendário do 5G, mas o tema acabou por ser desvalorizado face à importância da qualidade técnica. “Timming não é a discussão certa. Não importa mais um mês ou menos um mês, é garantir que não sai coxo”, afirmou Mário Almeida, CEO da NOS, que não quer os operadores em quase 5G e que têm a quantidade mínima do espectro para fornecerem o serviço de qualidade.

A mesma ideia foi defendida por Mário Vaz, da Vodafone, que reforça que “O 5G é demasiado importante para ser deixado na roda livre o regulador e da atribuição das frequências”, afirmando que é instrumental para o posicionamento competitivo do país no futuro, e “por isso é preciso associar uma estratégia. Tudo mais vem na sequência”, defende.

Também Alexandre Fonseca acredita que o atraso não é um tema de calendário, mas reforça qie é uma questão comparativa. “O 5G é um game changer”, afirma, lembrando que agora Portugal se está a comparar com Malta, Bulgária e Chipre. “Estamos a comparar com a cauda da Europa num sector em que Portugal foi referido sempre pela liderança”, afirma.

(em atualização)

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Fonte: SAPO Tek

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