Digital Summit: O Digital é o motor de disrupção do sector do Turismo

As tecnologias digitais permitem não só planear viagens, mas também conhecer melhor o turista e o que ele procura e valoriza. O setor hoteleiro precisa de investir no fortalecimento das suas competências digitais para não perder terreno para os novos players que já nasceram entre bits e bytes.

A internet já não serve apenas para pesquisar geografias exóticas ou localizações remotas para passar umas férias. A “revolução digital” está a mutar o setor do Turismo, não só ao nível do próprio turista, mas ao nível do negócio.

No âmbito de um painel dedicado às transformações digitais no Turismo, José Theotonio, CEO do Grupo Pestana, afirmou que os dados são a nova matéria-prima dos negócios e que as novas tecnologias permitem às organizações, neste caso particular as empresas do ramo hoteleiro, conquistar uma maior proximidade com o cliente.

O gestor fez ainda referência ao potencial do mundo digital, nomeadamente das redes sociais, ao nível da prospecção de tendências de consumo e da notoriedade da marca hoteleira.

No entanto, José Theotonio considera que existe uma escassez de competências digitais no setor dos hotéis, mas mostrou um futuro optimista, avançando que esta dimensão está a ganhar cada vez mais pendor neste mercado e que se prevê que em 2017 o comércio electrónico hoteleiro através de dispositivos móveis represente 27% do volume total de vendas online, face aos 21% atuais.

As organizações devem para de tentar fugir daa mudança digital e encontrar formas de se adaptarem a ela.

Por seu lado, Bernardo Correia, country manager da Google Portugal, debruçou-se sobre aquilo que chamou de o “Turista Digital”. O representante quis desta forma descrever o viajante informado e que se apoia substancialmente nas ferramentas digitais pra planear as suas aventuras.

Bruno Correia afirmou que a Google quer conquistar um lugar de destaque em todas as fases do processo de tomada de decisão e planeamento de viagens.

Ele referiu que 52% do volume das viagens na Europa é feito online, uma ferramenta que considera ser hoje “indispensável” neste âmbito. No entanto, disse que 3% não recorre a qualquer ferramenta digital para planear uma viagem.

Neste verão ficou mais do que evidente que Lisboa é uma cidade de turistas e que esse setor tem um peso crescente no desenvolvimento da capital portuguesa. Nesse sentido, a Associação do Turismo de Lisboa (ATL) colocou em marcha um projecto que pretende optimizar esta actividade económica por meio da tecnologia e da digitalização.

Vítor Costa deu a conhecer o “City for 1”, uma iniciativa da ATL que pretende aproximar turistas e stakeholders do setor. Assim, o objectivo é conhecer melhor os turistas que visitam a cidade de Lisboa, delinear perfis que ajudem os fornecedores de serviços a optimizar e a personalizar as suas ofertas. Além disso, pretende-se melhorar a gestão dos fluxos turísticos, bem como tornar mais eficientes as estratégias de marketing dos stakeholders.

Este projecto será lançado em formato de aplicação móvel durante o próximo mês de novembro.

Nota de redação: notícia alterada para corrigir o nome de um orador.

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