CEO da Huawei acredita que para enfrentar os EUA é preciso criar um “exército de ferro”

Para Ren Zhengfei a renovação estrutural tem de ser feita entre três a cinco anos e a começar ao nível interno.

CEO da Huawei acredita que para enfrentar os EUA é preciso criar um “exército de ferro”
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O futuro da Huawei nos Estados Unidos é cada vez mais incerto e agora o CEO da Huawei vem definir objetivos claros para enfrentar a "guerra" contra Donald Trump. A notícia é avançada pelo Bloomerg, que diz ter tido acesso a um memorando interno onde o CEO da fabricante chinesa afirma que é preciso uma reestruturação na empresa.

Desde maio na lista negra dos Estados Unidos, a Huawei vê o seu negócio de smartphones ameaçado, depois de ter sido impedida de comercializar a sua tecnologia no país nos EUA. Entretanto, Donald Trump optou por uma licença especial, que permite à empresa chinesa continuar a comprar tecnologia e produtos nos Estados Unidos, apesar de permanecer na lista.

O setor de consumo em particular enfrenta uma "longa e dolorosa marcha", considera Ren Zhengfei numa possível referência à histórica marcha do Partido Comunista pela China.

Por isso, o CEO da empresa fala na necessidade de uma renovação interna para atender às necessidades de "tempo de guerra". Mas de que forma é que isto vai ser feito? De acordo com o site, as organizações consideradas desnecessárias ou redundantes vão ser removidas, mas Ren Zhengfei não detalhou em pormenor como se vai desenrolar este processo.

"Temos que completar uma revisão em condições difíceis, criando um exército de ferro invencível que nos pode ajudar a alcançar a vitória", escreveu Ren Zhengfei no documento de 2 de agosto. E para o CEO da Huawei não há dúvidas, essa renovação tem de ser feita entre três e cinco anos.

Ainda no início de agosto, a relação entre a China e os Estados Unidos parece ter sofrido novamente um pico de tensão, com Donald Trump a afirmar que os Estados Unidos não iam negociar com a Huawei. Mais tarde, a Casa Branca veio esclarecer que o presidente dos Estados Unidos estava a fazer referência a uma proibição do governo americano em usar produtos ou tecnologia da empresa.

O comunicado surgiu na mesma altura em que o governo chinês se recusou a comprar produtos agrícolas aos Estados Unidos, uma medida que poderá ser uma retaliação às tarifas de Trump sobre as importações da China. Agora é aguardar por novos desenvolvimentos nesta história que parece não ter fim.

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Fonte: SAPO Tek

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