CEO da Amazon quer entrar na “corrida” das viagens espaciais. Mas com pessoas

A Blue Origin, empresa do CEO e co-fundador da Amazon.com, revelou um foguetão reutilizável para viagens tripuladas, fazendo frente à SpaceX. Jeff Bezos quer estrear as viagens comerciais ao Espaço já em 2018.

Estamos perante uma nova “corrida espacial”. Mas desta vez não é entre os Estados Unidos e a União Soviética, como aconteceu no final da década de 1950, mas sim entre a SpaceX e a Blue Origin.

De acordo com informações avançadas pela Reuters, a empresa espacial de Bezos anunciou ontem que desenvolveu um foguetão reutilizável que deverá “dar luta” ao programa de viagens espaciais tripuladas da SpaceX de Elon Musk. Este aparelho espacial chama-se New Glenn e, se tudo correr segundo os planos do CEO da Amazon, os primeiros voos comerciais acontecerão já em 2018. O foguetão foi batizado em homenagem ao astronauta John H. Glenn, o primeiro norte-americano a orbitar a Terra, em 1962.

À semelhança dos Falcon 9 da SpaceX, os New Glenn são também reutilizáveis, ou seja, foram desenvolvidos para serem utilizados mais do que uma vez. No entanto, nunca nenhum foguetão descolou duas vezes. Isto deve-se muito ao facto de algumas aterragens destes veículos serem “atribuladas”, danificando o equipamento e impedindo que este possa ser reutilizado.

Mas é de notar que a SpaceX, no final de agosto, revelou fazia tenção de começar a reutilizar os Falcon 9, algo que ainda não aconteceu. É também de realçar que, um dia depois de reveladas estas intenções, um destes foguetões da empresa de Elon Musk explodiu durante testes de ignição. No entanto, a SpaceX assegurou que o foguetão em causa, que deveria ser lançados dois dias depois, era novo e não estaria a ser reutilizado. A causa da explosão não é ainda conhecida e causou à empresa prejuízos de milhões de dólares.

O Falcon 9 que explodiu tinha acoplado um satélite de comunicações da israelita Spacecom que fazia parte do projeto Internet.org, sob a tutela do Facebook, e que deveria fornecer acesso à internet em algumas regiões da África Subsariana. A Spacecom está exigir uma indeminização à SpaceX de 50 milhões de dólares – ou uma viagem grátis ao Espaço.

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