Anacom obriga MEO a cortar mais de 70% no preço dos seus cabos submarinos

A autoridade reguladora das comunicações quer que a MEO reduza o preço de aluguer dos seus cabos submarinos entre Portugal continental e as Ilhas. A imposição pretende tornar o mercado mais competitivo e tem de ser cumprida no prazo de 30 dias.

Em julho do ano passado, a Anacom já tinha obrigado a operadora portuguesa a cortar em 50% o preço do aluguer dos seus cabos submarinos que se estendem entre o continente e os arquipélagos dos Açores e da Madeira, bem como entre as várias ilhas que compõem esses arquipélagos.

Agora, a entidade reguladora quer que a MEO reduza o preço atual em 72,8%. Acumulados, estes decretos representam um corte de 86% do valor de aluguer dos cabos, de acordo com informações oficiais.

Esta decisão pretende facilitar o acesso de empresas concorrentes a estes cabos e oferecer um leque de serviços cada vez mais amplo aos consumidores.

A Anacom explica que esta decisão decorre de uma investigação que concluiu que os preços de aluguer praticados pela MEO estavam demasiado acima dos custos da infraestrutura. A autoridade reguladora diz ainda que a procura de internet mais rápida tem vindo a aumentar no binómio Continente-Ilhas, o que faz com que as operadoras tenham tendência a subir os preços do aluguer das suas redes de cabos. Com esta medida, a ANACOM quer evitar precisamente isso.

A MEO tem 30 dias para implementar o corte requerido.

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