Acesso a sites piratas baixou quase 70% em Portugal desde que há acordo para bloqueio

Criado há cerca de dois anos, o chamado Memorando de Entendimento Antipirataria levou a uma redução de 69,7% no acesso dos portugueses a sites com conteúdos ilegais.

O valor representa a maior descida percentual a nível mundial conseguida por um programa oficial de bloqueio a sites que disponibilizam ilegalmente conteúdos audiovisuais, referem as entidades promotoras numa nota enviada à imprensa.

Os dados constam do novo estudo da INCOPRO, realizado para a Motion Picture Association (MPA) com a participação da FEVIP, e confirmam que a iniciativa lançada em setembro de 2015, reduziu de forma muito significativa o acesso a esses mesmos endereços.

O relatório compara a evolução dos acessos a sites de conteúdos ilícitos a partir de território nacional, num contexto de bloqueio ativo, com os acessos a nível global, usando um grupo de sites como controlo global.

Por exemplo, a utilização dos 250 principais sites não autorizados diminuiu 9,3% em Portugal, embora tenha aumentado cerca de 30,8% para o controlo global, enquanto o bloqueio de 65 desses sites a partir de território português levou a uma diminuição de 56,6% nos acessos, contra o aumento de 3,9% em termos globais.


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Num balanço feito no final de 2016, cerca de um ano e meio após a entrada em vigor do Memorando, Paulo Santos, diretor-geral da GEDIPE avançava ao TEK que o número total de páginas bloqueadas era entretanto de 689.

O responsável fazia, na mesma altura, uma análise “muito positiva” da iniciativa, com resultados “únicos no panorama mundial” que, tal a par do que aconteceu agora, já tinham sido elogiados internacionalmente noutros momentos.

Apesar dos resultados positivos alcançados, Paulo Santos considerava que daqui para a frente as entidades que lutam contra a pirataria de conteúdos terão de considerar novas medidas, face aos desafios apresentados pelos avanços das novas tecnologias.

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